terça-feira, 27 de setembro de 2011

Aqueles que não sabem dar tchau.


-Então...
-Tchau...
-Bom te ver.
-Também acho.
-É.
-É...
-Nos vemos.
-Ok.
-Até lá...
-Até...

Aquele velho vício

Eu ando assim, sem eira nem beira. Desde o dia em que nós viramos eu e você. As memórias perfuram e me vejo masoquista, quero sentir a dor de cada memória pontiaguda, quero que cada lembrança me perfure, me penetre, me torture. Assim, talvez, sentindo toda a dor da sua partida, eu me livre daquele velho vício do passado.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Me protegi de tal forma que vento nenhum me faria estremecer. Mas esqueci que o maior frio que me afetava, era aquele que vinha de dentro de mim.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

À propósito, as vezes eu tomo café requentado. Eu não ligo se quiser voltar.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Procuro em ninguém o que eu preciso pra mim, e não dói, nem machuca. Eu já não sinto nada e digo como se um dia eu já tivesse sentido. Na verdade eu nunca senti, nunca perdi nada, mas também nunca ganhei. E sem esse drama de dizer que a vida é difícil, abestalhada. Nada te impede, nada te segura. Abra-se para o mundo, permita-se, sinta tudo como se fosse uma nova experiência, não há o que a impossibilite de seguir em frente, com novas perspectivas, sem nada a perder, tudo a ganhar! 

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Viver é bom, disseram pra mim, e eu tenho experimentado deste doce. Fico vivendo essa vida mesquinha, pra lá, pra cá. Esperando algo que ninguém pode oferecer, adiando de amar todos os dias, pensando que sem o amor a vida pode ter sentido, pobre alma desconexa.
Tarde cinza de um domingo melancólico. Duas almas e nenhum coração. Um beijo e uma despedida. Uma lágrima e mais nada.
- Tens coragem de desistir?
- Estou aqui para isso.
- Lembre-se de mim.
- Quando puder.
Entrou no carro. E se foi. Para nunca mais.