terça-feira, 20 de setembro de 2011

Me protegi de tal forma que vento nenhum me faria estremecer. Mas esqueci que o maior frio que me afetava, era aquele que vinha de dentro de mim.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

À propósito, as vezes eu tomo café requentado. Eu não ligo se quiser voltar.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Procuro em ninguém o que eu preciso pra mim, e não dói, nem machuca. Eu já não sinto nada e digo como se um dia eu já tivesse sentido. Na verdade eu nunca senti, nunca perdi nada, mas também nunca ganhei. E sem esse drama de dizer que a vida é difícil, abestalhada. Nada te impede, nada te segura. Abra-se para o mundo, permita-se, sinta tudo como se fosse uma nova experiência, não há o que a impossibilite de seguir em frente, com novas perspectivas, sem nada a perder, tudo a ganhar! 

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Viver é bom, disseram pra mim, e eu tenho experimentado deste doce. Fico vivendo essa vida mesquinha, pra lá, pra cá. Esperando algo que ninguém pode oferecer, adiando de amar todos os dias, pensando que sem o amor a vida pode ter sentido, pobre alma desconexa.
Tarde cinza de um domingo melancólico. Duas almas e nenhum coração. Um beijo e uma despedida. Uma lágrima e mais nada.
- Tens coragem de desistir?
- Estou aqui para isso.
- Lembre-se de mim.
- Quando puder.
Entrou no carro. E se foi. Para nunca mais.

sábado, 12 de março de 2011

Este quase insiste em me seguir, ”quase nada”, ”quase tudo”, ”quase consigo”, infeliz, desgraçado esse quase. Ele me faz lembrar o que ”quase” alcancei, aquilo que me escapou das mãos. Não gosto do quase que insiste em mim, ou está gelado, ou está quente, não me venha com água morna.  
Clara D.

sábado, 6 de novembro de 2010

E lá, de onde ela estava, via tudo sem se ver
Ventos passavam e não se moviam
Olhos perplexos nada viam
Ouvidos surdos tudo escutavam
Bocas mudas quase falavam
Até que os cegos olhos viram o sol
E bocas começaram a se mover num ritmo frenético
Enquanto se ouvia Beatles
Num som discreto, repetindo "Let it be"